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Stark 4WD - TAC

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Antigo 28/04/08, 08:41   #17 (permalink)
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Não sei se dá pra comparar mas um Tracker completo, 2.0 a gas., custa em torno de R$62mil, e é claro o Troller, que com certeza serve de comparação, já está mais do que consagrado no mercado. Acredito que pra emplacar no mercado um carro desses não pode custar mais de R$50mil.
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Antigo 28/04/08, 11:56   #18 (permalink)
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Citação: Postado Originalmente por gutoxj Ver Post
Pq aqui ja deveriamos ter visto algum rodando aqui nao????
Eu também acho, mas acredito que o projeto ainda deva estar na "prancheta" ainda.

Citação: Postado Originalmente por Jéster Macedo Ver Post
Eu, particulamente, prefiro muito mais pagar R$ 85.000,00 em um troller a diesel que em um Stark. Creio que o Stark vá e tenha que ficar um pouco abaixo desse preço para competir com a TR4.
Mas sempre vale mais uma opção no mercado. Só espero que dure o suficiente.

Um abraço
PS: A opção pelo troller é a minha opinião. Acho muito mais carro. Tenho um e estou gostando bastante.
Eu também acho isso, mas com certeza os caras vizeram o preço em função do custo de produção deles atual, que deve ser talvés no máximo de 10 unidades/mês, não pensaram ou não tem estrutura pra compor um preço para 100 unidades/mês onde o preço cairia bastante com certeza, mas isso depende de uma série de fatores, por exemplo de quanto os donos da empresa estão dispostos a investir pra chegar nesses números.


Citação: Postado Originalmente por fabiotr Ver Post
Pode ser isto mesmo. Na época que a Troller parou de fabricar a versão a gasolina, ouvi de pessoas ligadas à Troller que a razão foi a falta de interesse da VW em vender motores a eles. Atrasavam a entrega ou simplesmente não entregavam, alegando que a produção estava comprometida com as vendas dos carros da própria VW, e ainda "chutavam" os preços para cima.
Se os caras fossem "ligeiros" e tiverem cacife pra bancar, pra um carro desses dar certo o motor tem que vir de um fabricante independente (que não produza carros", pois a VW, por exemplo, sempre comercializará motores para 3os. baseado nos seus próprios interesses, é diferente de uma MWM que vende o motor tão somente e a ela o que interessa é isso.
Se os caras quiserem usar um motor a gasolina de primeira linha e que venha de um fabricante independente, não precisa ir longe, em Campo Largo - PR existe a Tritec e poucos a conhece, ela nada mais fabrica os motores que equipam o Mini Morris e o BMW série 3 e uma série de outros "gringos". É um motor fantástico.


Citação: Postado Originalmente por Carllo Ver Post
Não sei se dá pra comparar mas um Tracker completo, 2.0 a gas., custa em torno de R$62mil, e é claro o Troller, que com certeza serve de comparação, já está mais do que consagrado no mercado. Acredito que pra emplacar no mercado um carro desses não pode custar mais de R$50mil.
50 mil acho muito difícil, mas pra ele se tornar competitivo deveria entrar na faixa dos 60, pra tornar viável justamente contra Tracker, TR4, etc....

Mas tem que ver a proposta da empresa, se ela quer competir e incomodar o mercado de linha ou se quer ficar no mercado de exclusivos, se for assim, exclusividade não tem preço e aí quem compra tem um propósito bem diferente do que estamos falando aqui.

Abs.
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Leo Santis
Antigo 28/04/08, 12:19   #19 (permalink)
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Eu já comentei isso sobre o tac qdo foi lançado........ e achei que seu lançamento foi prematuro......
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Antigo 28/04/08, 12:19   #20 (permalink)
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Citação: Postado Originalmente por Leo Santis Ver Post

Se os caras fossem "ligeiros" e tiverem cacife pra bancar, pra um carro desses dar certo o motor tem que vir de um fabricante independente (que não produza carros", pois a VW, por exemplo, sempre comercializará motores para 3os. baseado nos seus próprios interesses, é diferente de uma MWM que vende o motor tão somente e a ela o que interessa é isso.
Se os caras quiserem usar um motor a gasolina de primeira linha e que venha de um fabricante independente, não precisa ir longe, em Campo Largo - PR existe a Tritec e poucos a conhece, ela nada mais fabrica os motores que equipam o Mini Morris e o BMW série 3 e uma série de outros "gringos". É um motor fantástico.





Abs.
Leo, o Mini já mudou de motor, e a Tritec está parada. Dizem que a FIAT está negociando a compra desta fábrica, para produzir motores para seus carros.


[]s.
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Fábio Rezende.
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Sampa.
Antigo 28/04/08, 12:54   #21 (permalink)
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Citação: Postado Originalmente por fabiotr Ver Post
Leo, o Mini já mudou de motor, e a Tritec está parada. Dizem que a FIAT está negociando a compra desta fábrica, para produzir motores para seus carros.
Caramba, nem tava sabendo. Uma pena, pois tanto a fábrica quando o motor são muito bons.
Quem comprar essa fábrica leva uma bela estrutura com certeza.

Abs.
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Leo Santis
Antigo 13/10/08, 11:54   #22 (permalink)
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Padrão Deu na pedra...a coisa começou a mudar

...esse motor é o bixo........mas o preço de 100 mil eu ainda acho muito alto.


Para deleite dos trilheiros do país, erramos. O Stark terá um inédito motor turbodiesel de 2,3-litros e 127 cv a 3.600 rpm e 300 Nm a 1.800 rpm, o S23.

Com um tanque de 75 l colocado à frente do eixo traseiro (esqueça as especificações oficiais do site da empresa, eles ainda falam do motor 1,8-litro flex), o modelo promete uma autonomia muito mais alta em lugares inóspitos, onde conseguir combustível faz parte da aventura. Além disso, o diesel também oferece um torque espetacular, com um compromisso de distribuição de peso, segundo a TAC, não tão expressivo. O S23 pesa 220 kg, contra 120 kg do AP 1800. De todo modo, o novo modelo pesa 300 kg a mais que o anterior, possivelmente também pela adição de itens de conforto. De 1.300 kg, ele passou a 1.580 kg no atual estágio. A TAC trabalha com uma margem de segurança e informa um peso de 1.600 kg.

Com a questão de fornecimento de motor resolvida, os jipeiros devem ficar contentes com o restante da parte mecânica do Stark. O câmbio de cinco marchas é o Eaton FSO-2405D de 5 marchas sincronizadas, o mesmo usado em modelos Iveco. Diferente dos modelos que contam apenas com tração nas quatro rodas, o Stark terá reduzida BorgWagner, de engate manual, e diferenciais Dana 44.3, com bloqueio na traseira, a chamada tração positiva.

A suspensão do jipe também chama a atenção. Independente nas quatro rodas, ela tem um sistema de braços duplos A, com dois amortecedores por roda e um longo curso de 18 cm. O vão livre é de cerca de 25 cm e os ângulos de ataque e saída são respectivamente de 45º e 48º. Os freios são a disco nas quatro rodas, com sistema de roda livre manual também em todas elas.

Apesar de voltado para as trilhas e capaz de vencê-las com desenvoltura, o Stark também terá um perfil de conforto, com direção hidráulica, ar-condicionado, vidros e travas elétricas, rodas de liga-leve, porta-copos, controle remoto para abertura das portas e bancos de couro. Com capacidade para quatro passageiros, o jipe oferece pouco espaço na traseira, daí ser chamado pela TAC de 2+2. A faixa de preço deve ser a mesma de Troller T4 e Agrale Marruá, algo na casa dos R$ 100 mil. Com sorte, talvez um pouco menos.

Planos

Como o motor S23 ainda não é fabricado por aqui, e sua produção só deve começar no primeiro semestre do ano que vem, a expectativa da TAC para o início da produção do Stark é no segundo semestre de 2009. No Salão do Automóvel, uma série limitada de 25 unidades deve ser vendida a clientes preferenciais, ainda sem prazo de entrega.

A distribuição do Stark também continua a ser um mistério. Adolfo Cesar dos Santos, diretor-presidente da TAC, prometeu tentar adiantar os planos no Salão do Automóvel deste ano se todas as negociações em curso tiverem chegado a bom termo. Em todo caso, ele adiantou que a distribuição é importante e que, pelo menos num primeiro momento, a “associação com uma estrutura de vendas já existente” pode ser o mais interessante. Como toda a mecânica do jipe também é usada nos Iveco, há alguma dúvida sobre a rede que pode ajudar a TAC a se espalhar pelo Brasil?

Espalhar, neste caso, é modo de dizer. Em três anos, a TAC pretende chegar à produção de 100 unidades do Stark por mês. É um volume muito baixo, mas que tem condições de se ampliar. Só do motor S23 a Iveco pretende produzir 20 mil unidades por ano. Como o Stark não está nem perto de usar tantos motores, eles talvez sejam usados em outro modelo, como o Só membros tem acesso aos links: e o Só membros tem acesso aos links:, que já foi flagrado rodando pelo Brasil. O panorama, para quem gosta de jipões, está cada vez mais promissor.
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Francisco Maciel (31/10/08)
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Segue uma entrevista com um dos responsáveis pela iniciativa da Tac:

Forte e luxuoso é o novo carro brasileiro

Terça-feira, 27/Mai/2008, 21:34 Entrevista com Adolfo Cesar dos Santos, formado em Engenharia Mecânica, com especializações em finanças e gestão. Fez carreira na área de fertilizantes da Petrobrás até que constatou a oportunidade de empreender na construção civil em Florianópolis (SC). Foi presidente do Sinduscon (Sindicato da Indústria da Construção) e vice-presidente da FIESC (Federação das Indústrias de SC). Das inspirações de sua paixão de criança por carros, e de uma idéia que teve após um acidente, liderou a criação em Joinville de uma inovadora indústria automobilística nacional, a TAC (Tecnologia Automotiva Catarinense S/A) e de um veículo esportivo de luxo, o Stark, que mesmo antes do seu lançamento já tem mais de 700 potenciais compradores.
O Eng. Adolfo fala com exclusividade ao SiteCharles.com sobre empreendedorismo, governança corporativa, mercado e marca de luxo, marketing de nicho e claro, sobre carros.
Por Só membros tem acesso aos links:, editor do SiteCharles.com.
Charles: Sua idéia de fazer o carro veio num acidente, verdade ou mito?
Adolfo: Verdade. Sou apaixonado por carros desde criança e pratico fora-de-estrada desde 1997, junto com minha esposa e navegadora. Em 2001, ocorreu um acidente em que nosso jipe ficou com o chassi torcido. Era um Suzuki Vitara, que eu mesmo preparei, pois era raro alguém usá-lo em trilhas naquela época. Foi necessário comprar outro jipe, procurei muito, achei veículos com defeitos e virtudes e disse: “vou fazer meu próprio jipe”. Coincidentemente, naquele mesmo ano, o presidente da FIESC fez um desafio aos empresários em lançar um produto de nicho em pequena escala na indústria catarinense e me convidou para coordenar este projeto. Eu era um dos vice-presidentes da entidade. A primeira idéia foi criar uma pick-up para substituir a Toyota Bandeirante, que estava deixando nosso mercado. Mas, uma pesquisa revelou baixo potencial de demanda para este carro. Já a idéia de um jipe fora-de-estrada para lazer agradou.
Quando foi criada a empresa?
A TAC só foi fundada em 2004, quando um grupo de empresários percebeu a viabilidade do projeto e fez os investimentos necessários para iniciarmos. Foram 2 anos para desmistificar a idéia que era impossível termos uma indústria brasileira de pequena escala, já que os históricos eram ruins.
Quem foram os primeiros sócios? Quantos a TAC tem hoje?
No início cinco. Eu, meu cunhado Fábio Waltrick, José Fernandes Xavier Faraco (presidente da FIESC na época), Jamiro Wiest (fabricante de autopeças), o Alcântaro Correa (atual presidente da FIESC). Depois, também entrou a empresa Fast Parts, que trouxe toda a parte de prototipagem. Outros empreendedores foram entrando e atualmente somos 82 sócios.
As ações da TAC estão no Segmento Novo Mercado da Bovespa?
Não. Criamos uma empresa S/A de capital fechado. Mas, já iniciamos com um sistema de gestão de excelência, inspirado neste segmento. Se, no futuro, for oportuna uma abertura de capital, estaremos prontos para um IPO dentro do modelo do Novo Mercado, com suas regras de governança.
Quais os princípios adotados de governança corporativa e qual o impacto disto na atração de investidores?
Isso é fantástico. Instituímos um Conselho Fiscal, mesmo não sendo obrigatório por lei, para termos desde já este cunho de transparência. Temos uma comunicação muito direta e sincera com os acionistas. Não se tem aquela situação de um dono ou de um sócio majoritário impondo decisões. Temos uma Assembléia que é soberana e um Conselho de Administração. Mesmo sendo um dos principais acionistas, me abstenho de participar do C.A., ao qual sou subordinado, pois estou na condição de presidente executivo.
Existe certa pressão em relação a este projeto?
Todo o desenvolvimento da TAC é seguido pela mídia, pois é a primeira vez que se faz um projeto deste porte seguindo todo o protocolo de uma montadora multinacional. Não só no projeto do carro, mas na tecnologia de gestão. Isto demanda muito tempo, embora o mercado seja mais imediatista. Tanto que, quando uma montadora anuncia um veículo poucos meses antes do lançamento, apresenta um projeto que estava em andamento há três ou quatro anos. Como noticiamos desde a idéia inicial, somos sempre cobrados pela mídia, sobre quando o carro estará pronto. Mas, temos que seguir todos os passos e entregar um produto de excelência. O nosso tempo é até menor que as multinacionais, por temos uma burocracia interna menor.
Mesmo de nicho, indústria automobilística requer escala. Vale o princípio de se ter muitos sócios para um negócio de maior escala é melhor do que poucos sócios?
Sim. Nosso primeiro grande valor é ter um projeto empresarial automobilístico catarinense viável, com excelência de gestão. Ele nasceu de uma idéia institucional da nossa indústria. Uma das decisões dos sócios originais foi pulverizar o capital, justamente para termos uma resposta do mercado. Se nós temos mais de 80 sócios, temos mais de 80 compradores de um carro que ainda vai existir. É sinal que o negócio está bem encaminhado. Ninguém compra ações de um negócio em que não acredita. Quanto à escala, Charles, você mesmo frisou, o produto é de nicho. Há uma escala bem diferente das grandes montadoras.
Mas em algum momento, com alguma escala, a produção deixa de ser artesanal.
Este é um ponto importante. Não é produção artesanal. Adotamos um sistema totalmente industrializado, de montadora pura, com 100% de terceirização dos componentes por indústrias que já dominam a tecnologia de cada componente. Este foi nosso grande desafio, conquistar fornecedores que dominem a tecnologia, que já forneçam para montadoras, e que nos atendam com baixa escala e com preço competitivo. Daí a moeda institucional e a visibilidade pesaram muito, geramos neles o interesse em se aliar conosco. Assim, o risco da operação cai muito pelo baixo custo fixo e por já nascer com uma produção industrializada.
Qual a previsão de operação e faturamento?
Nosso plano conservador é operar com 100 unidades ao mês, mas com o ponto de equilíbrio em 20 unidades, cobrindo assim o custo fixo, que será bem otimizado. A posição de preço ao cliente final ficará em torno de R$ 80 mil por unidade. Isto dá R$ 96 milhões de faturamento bruto anual.
Não posso fugir desta questão, quando o carro será lançado e liberado para venda?
Durante o ano de 2009.
Houve ampliação do cronograma de lançamento? Como é o motor do carro?
Estamos tomando, agora em Maio/2008, a decisão sobre o motor do veículo. A princípio seria um Volkswagen 1.8 flex (gasolina e álcool). Mas o fabricante descontinuou este modelo de motor específico e tivemos que estudar alternativas, atrasando a previsão de lançamento, que era para o final de 2007. Felizmente, nosso plano estratégico tem uma preocupação com a gestão de fornecedores e a visibilidade da TAC é tão boa que já havia três outros fornecedores interessados, além de uma nova opção da própria Volks e outra, de motor diesel, da Fiat, que estamos estudando. Diesel é uma ótima motorização para este segmento de mercado, jipe esportivo. O que obviamente não inibe a TAC de, no futuro, oferecer também uma versão flex.
Brasileiro gosta de carro. É verdade que existe certo fascínio do brasileiro em relação à indústria automobilística? O senhor, por exemplo, veio da construção civil.
Fui feliz empreendendo na construção, mas no caso da TAC, entrei nesta idéia de coração, foi uma mudança total de vida, a paixão pesou mesmo. Sou mais feliz agora.
Existe sim, um fascínio por carros. E certo ressentimento do brasileiro por não termos uma indústria nacional.
É algo que observamos. O consumidor até abre mão de certos atributos por ser um carro nacional. Claro que não pretendemos nos valer disto, pois apostamos num produto de excelência.
Tem gente com saudades da Gurgel?
Sim, e não é pouca gente. Gurgel, Puma, etc.. A nossa história de indústria automotiva sempre foi muito rica, criativa e original. A Gurgel teve o grande mérito de criar no Brasil um mercado de nicho, dos jipes de lazer. Mas, perdeu o foco quando resolveu fabricar carros populares, tentando competir com as grandes multinacionais. Estudamos este passado. Não cometeremos conhecidos erros e não enfrentaremos estes problemas históricos.
Quais os problemas históricos da indústria nacional?
O país foi prejudicado por um mercado fechado por muito tempo, sem acesso aos componentes, sem uma plataforma independente. Por exemplo, vários carros usando a base da Brasília, em que qualquer mudança da Volks nesta base deixava todos a ver navios. Outro problema foi o desenvolvimento empírico, sem projeto e a conseqüente produção artesanal, de alto custo e de baixa produtividade. Eu entrei para estudar este projeto com a premissa do que não seria possível fazer. Mas as pesquisas e o plano de negócio mostraram a viabilidade. Para diminuir riscos nos blindamos para evitar estes problemas históricos.
Era o menos otimista dos cinco sócios fundadores?Digamos o mais apaixonado e por conta disto, pela minha formação de engenheiro e gestor, entendo que a idealização deve ser confrontada pela realidade de mercado.
Se você entra com a paixão muito grande, você cria um filtro e não enxerga o que o mercado diz.
Tive que ser conservador, minha decisão nesta mudança radical de vida me exigiu isto. Tive que vender o projeto primeiro para mim.
Como foi a escolha do nome?
Foi um grande desafio. Sofremos e queimamos neurônios. O nome Stark significa forte, em alemão, e foi definido em 2006. O carro conceito que deu origem ao projeto é chamado de Trilha e o nome do projeto interno era A4. Para escolher o nome definitivo, criamos e selecionamos vários. Eu, sinceramente, tinha preferência por um nome brasileiro assim como o carro, uma palavra da língua portuguesa, mas não foi possível. Descartamos várias idéias por já terem donos, pois as montadoras trabalham com muitos nomes registrados com muita antecedência.
O Stark é posicionado no segmento de luxo. O senhor acredita que o Brasil tem mercado para novas marcas premium?
Sim, e muito. O mercado de luxo cresce cerca de 18% ao ano, desde 2000. E não é mais o mercado de ostentação, é um mercado de luxo para pessoas que compram pela boa relação custo-benefício, que agrega funções e diferenciais.
Marcas de luxo carregam décadas de tradição no caso de veículos e até séculos no caso de vinhos e relógios. O fato da marca Stark ser estreante no mercado luxo aumenta o desafio?
Sobremaneira, aumenta sim. Tanto que nosso plano estratégico foi de apresentar um projeto que chamasse muito a atenção e trouxesse para nosso carro a grife dos fornecedores de componentes. A TAC conquistou um respeito muito grande do mercado automotivo, tanto das grandes montadoras como dos fornecedores. Por exemplo, recebemos a vista do presidente mundial da GM, Ray Young. Ele elogiou a velocidade e a competência de todo o desenvolvimento do projeto. Existe uma tradição internacional entre as grandes montadoras, em se aliar às menores para projetos especiais de pequenos desenvolvimentos, tanto na Europa quanto nos EUA. Ele disse que não havia ninguém com este perfil na América Latina, até conhecer a TAC.

Última edição por Aventura & Offroad : 15/04/09 às 12:21. Motivo: Inclusão de Linkback
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Segunda parte da entrevista:

Qual o perfil do usuário de um veículo Stark?
Público classe A, pois se trata de um produto de luxo. Quanto à idade, não há faixa cronológica, nós chamamos de jovem estendido, que pode ter 25 ou 65 anos. É a pessoa com espírito jovem, esportivo, aventureiro e de bem com a vida.
Muita gente tem jipes e pick-ups grandes e luxuosas, mas nem pensa em sujar os pneus de lama. Sinceramente, o senhor acredita que o carro será mais usado dentro ou fora-de-estrada?
Sim, é fato pesquisado, entrevistamos mais de 600 proprietários de carros 4×4. A pesquisa apontou que 96% dos usuários planejam uso urbano e apenas 4% fora-de-estrada.
Agora, estes 96% de urbanos querem se apoiar na imagem do que os 4% de aventureiros fazem.
Tanto que 77% destes usuários urbanos nunca usaram a tração nas 4 rodas. Daí, nós ofereceríamos uma versão sem tração nas 4 rodas, e este público nos diz claramente que não compraria. Mesmo que não use, ele compra o potencial do carro. É o mesmo caso do dono de pick-up que raramente usa a caçamba para colocar alguma carga. É o que ocorre ainda com quem compra Ferrari no Brasil, pois não há onde acelerar este carro aqui.
Trata-se da projeção do “homem Marlboro” ou do “cowboy de asfalto”?
Muitos têm este desejo aventureiro, mas pelos compromissos do dia-a-dia urbano nunca poderão realizar. Mas, só o fato de comprar já o satisfaz. E tem mais uma coisa, essa onda de aquecimento global, do planeta sendo “consumido” cria uma angústia nas pessoas que não conseguem desfrutar mais da natureza.O veículo 4X4 permite este contato mais íntimo com as belezas naturais do nosso planeta.
Quem mais usará o Stark?
Além do homem esportivo, há o público feminino, que ainda pretendemos pesquisar melhor. A mulher gosta do design com as linhas orgânicas e da sensação de segurança, de ter um carro resistente, imponente, alto e atraente.
Por fora o carro é resistente, projetado para suportar lama e trilha. Mas, como fica o interior? Afinal, é um carro de luxo.
A proposta inicial não era essa, era de um carro aberto, com design espartano, posicionado em preço baixo (R$ 45 mil), como substituto ao jipe Willys, de trilha. Só que na pesquisa as pessoas disseram que este carro por este preço era caro, que eles queriam vidro elétrico, direção hidráulica, banco de couro etc. como produto de luxo, acima de R$ 70 mil. Veja como mercado se posiciona, veículo de R$ 70 mil não é caro, enquanto veículo de R$ 45 mil é caro. Não é uma questão de preço e sim de valor percebido. A pesquisa nos indicou que o ideal é posicioná-lo como marca “top”. Externamente o carro está mais do que aprovado e estamos trabalhando justamente no design do interior, para corresponder aos anseios desta faixa de público, para produto de luxo. Ainda não concluímos este desenvolvimento, mas em relação ao conforto e aos mimos, o carro trará boas surpresas.
Algumas marcas premium provocam uma identificação e uma relação social e até emocional com seu público. É o caso da Apple, da Beneton, da Harley-Davidson, da Lilica etc. A marca Stark pretende chegar a este tipo de relação?
Este é nosso grande sonho a longo prazo, seria nosso “nirvana” e disto dependerá a longevidade da marca. Não é uma tarefa fácil, tanto que os exemplos são poucos, conta-se nos dedos.
Já foi planejada a comunicação?
Temos uma visão estratégica e um estudo de marketing, indicando os caminhos seguir. Sabemos que não é a propaganda de massa em horário nobre da TV que vai nos levar ao público-alvo e sim um forte relacionamento, que nos permita ganhar indicações de clientes. Queremos ter uma proximidade com o público de maneira muito franca e aprender com ele como devemos nos comunicar.
Proprietários do veículo Stark participarão de algum clube, como ocorre com as motos da Harley-Davidson?
Sim. Só não sabemos ainda se vamos chamar de clube, mas nós pretendemos criar este meio de identificação social com a marca e de integração entre os clientes.
Existirão produtos acessórios do Stark (como kits de navegação) e souvenirs como miniaturas, lanternas e chaveiros? Talvez uma grife Stark, com produtos terceirizados ou licenciados?
Note que 2/3 do faturamento da Harley não é com as motos, é com a marca. Realmente isto nos inspira e está na nossa visão. E claro, precisamos criar para isto o valor da marca. O Stark já foi desenhado com uma pré-disposição para uma família de acessórios inovadores.
Já pensaram no primeiro mimo para o cliente?
Ainda não foi definido este detalhe.
Uma coisa que eu aprendi na minha trajetória profissional, sobre o que pensa o mercado, é jamais tentar adivinhar e sim perguntar.
Para isto existe pesquisa e existe relacionamento com o cliente. Já vi pessoas descartarem muitas canetas, chaveiros, pastas e outras bugigangas óbvias que ganharam e que não seriam úteis. Outra coisa que aprendi é sempre buscar gente competente para fazer.
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Francisco Maciel
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4wd, stark, tac

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