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Visitas: 10568 - Respostas: 18
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#1 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro Avançado
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Amigos,
A esta altura, já montada a cabine de pintura, eu acho que se mostra propício um tópico próprio acerca de técnicas para caracterização de veículos militares. Digo isso porque de nada adianta montarmos cuidadosamente o modelo, perder depois algum bom tempo pintando e "polindo" as viaturas, porque as mesmas, no meu modesto modo de enxergar as coisas, não ficam assim bonitas (digamos assim, prá ser polido, hehe) com cara de zero quilômetro, com feição de cherokee de shopping..... Em razão disso, segue o artigo (denso e detalhado, mas ilustrado) e confeccionado por um dos melhores modelistas do Brasil, ao meu ver: o nosso amigo Panzer Serra. Ei-lo, sem mais delongas: Pintura e Weathering de Veículos Militares Uma revisão de diversas técnicas 1ª parte - técnicas e ferramentas - autor:Marcos Serra (Panzerserra) Introdução:A Militaria é uma das "facções" do Plastimodelismo que mais tem evoluído nos últimos anos. O Modelista que monta veículos militares terrestres, normalmente opta por uma construção Só membros tem acesso aos links:. Como uma das características de um Veículo Militar Terrestre é o seu desgaste e como a Internet popularizou e democratizou o acesso de todos aos bancos de fotografia de época, as opções de caracterização são quase infinitas. Pois um dos grandes atrativos da assim chamada Militaria é justamente isto: Não existem dois tanques (ou caminhões, ou carros blindados....) exatamente iguais, no mundo. Os responsáveis por esta incrível diversificação são as tripulações destes carros, que tinham um forte relacionamento com seus veículos, adaptando-os as suas próprias necessidades. E justamente a busca da reprodução desta diversidade é que fez a Militaria progredir tanto. Este trabalho busca demonstrar algumas das técnicas que o Modelista pode lançar mão para caracterizar o seu modelo, distanciando-se do estereótipo de Montador de peças, aproximando-se mais da Arte. O kit: Como demosntrativo deste artigo, escolhi um projeto que estou transformando a partir de um kit de resina. O modelo será a reprodução de um Carro de Combate Staghound Mk III, utilizado pelos Ingleses e Canadenses nos estágios finais da Segunda Guerra Mundial. Este veículo era uma adaptação da torreta do tanque inglês Crusader no casco do carro Staghound americano. Um ganho interessante de poder de fogo, pois o Carro evoluiu de um canhão de 37mm para um de 75mm. ![]() Staghound Mk III, com canhão de 75mm ![]() Staghound Mk III - profile Meu projeto seguirá o mesmo caminho construtivo do original. O casco é da Panzer Resin Models. A torreta é da Italeri e o canhão, da Tamiya. Optei por usar este projeto como "manequim" deste artigo por ser o kit uma verdadeira combinação de materiais: o casco é em resina de poliester, as rodas e demais detalhes menores, são em resina de poliuretano. A torreta e o canhão, assim como alguns detalhes, são de plástico estireno injetados. Complementando tudo isto, existe muito scratch com plasticard e metal. Como voces podem observar, o problema "de origem de substância" não é um empecilho na hora de se pintar ou caracterizar um veículo. Montagem e scratch: Após receber o kit básico da PRM (Staghound Mk I), promovi algumas modificações no mesmo, para adequá-lo a versão escolhida. Reparem na torreta Italeri, do Crusader, que teve seu canhão de 6 libras original substituído pelo 75mm do Churchill, da Tamiya. Uma verdadeira colcha de retalhos.... ![]() Staghound Mk III - peças e adaptações construtivas O kit apresenta um casco maciço de resina de poliester, em que foram acrescentados bagageiros laterais assimétricos feitos em plasticard, sobre os bagageiros originais em resina de poliuretano, orgânicos ao kit. Alguns detalhes foram acrescentados, como reforços estruturais com sprue estirado e feixes feitos com fios de cobre bem finos:![]() Scratch no casco - detalhes e materiais... Na proa do Staghound, foi removida a metralhadora do casco (este modelo não a usava, para uma maior quantidade de munição de 75mm) e acrescentadas blindagens executadas com discos de plasticard. Também foram feitas as armações dos espelhos retrovisores (alfinete soldado) e alguns detalhes obtidos de minha caixa de sucatas. Repare nos faróis (orgânicos do kit) e em suas armações, executadas com fio de cobre fino: Scratch na proa do Staghound O kit em visão lateral, mostrando a proteção do radiador feita em folha de alumínio (lata de refrigerante) e demais detalhes construtivos. Os jerry-cans são de minha caixa de sucatas.![]() Bagageiro lateral e proteção do radiador Sobre os jerry-cans, aqui vai uma dica do artigo: Eu tinha dos jerry-cans antigos, com suas tiras de amarração fundidas em plástico, de aspecto não muito convincente para os padrões de hoje em dia. Como melhorar isto?Simples !!!! Acrescente uma tira feita de fita crepe (colada com cianoacrilato) logo abaixo da fivela "fundida" em plástico de sua peça. Este simples detalhe dá volume e caracterização a esta peça, simulando, com custo zero, um photo-etched normalmente dispendioso e raro. Não esqueça de deixar a porção final da tira solta, como uma lingueta. Veja como fica: ![]() Fita crepe abaixo da fivela "fundida" e injetada... Após a pintura-base, a lingueta da alça fica até que convincente...É o que eu chamo de "pequeno-grande detalhe..."![]() Aspecto das linguetas das tiras de amarração... Continuando o detalhamento, vamos melhorar os escapamentos do kit, acrescentando pequenos tubos de alumínio (casas de materiais de Bijouteria...uma verdadeira mina para modelistas...) em suas extremidades. Esta tarefa é muito facilitada pela maciez da resina de poliuretano, de que são feitos. Na colagem de materiais de diferentes características, use cianoacrilato ou epóxi.![]() Tubinhos de bijouteria - escapamentos Como o kit é uma colagem de diversos materiais, eu, preferencialmente, gosto de imprimar o modelo antes da pintura. Esta providência iguala a cor dos diferentes materias (o que sempre é bom...) e aumenta a aderência da tinta, principalmente em materiais mais difíceis de serem pintados, como os metais, por exemplo....No caso deste kit, usei o primmer bi-componente de poliuretano, mas pode ser qualquer primmer de boa qualidade....![]() Staghound com primmer poliuretano Como voces podem observar na foto acima, a cor cinza-clara do primmer facilita a aplicação de qualquer cor, além de evidenciar possíveis defeitos de montagem e de acabamento. Pintura - algumas considerações... Meu primeiro pensamento sobre a pintura deste veículo seria a camuflagem tipo Mickey Mouse exibida no profile que encabeça este artigo, mas como o objetivo deste artigo é demonstrar diversas técnicas, a cor muito escura não ficaria muito evidente nestas fotos, ainda mais com a resolução que devemos usar neste espaço. Portanto, optei em fazer uma pintura mais simples, lisa, no padrão Normandia 1944, com o Olive-drab como base...Mas isto não deixa de ser um desafio, pois o OD (olive-drab) é famoso por ser de difícil caracterização... Primeira camada de tinta-base. Utilizei duco automotivo, obtido em casas de tintas pelo método de amostragem por computador. Reparem que os pneus e os escapamentos não receberam tinta, pois serão pintados de outras cores... ![]() Staghound - Cor-base - Olive-drab Um dry-run do conjunto casco-torreta, para uma visualização de como ficará o modelo:![]() |
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#2 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro Avançado
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Se voce parasse nesta etapa, o resultado seria um kit com a pintura "plana", sem destaque, com aspecto de brinquedo. Mesmo sendo um objeto tridimensional, o kit não apresenta volume aos nossos olhos. A nossa visão sofre do chamado efeito-escala, em que os detalhes, por serem pequenos, não se destacam. Nesta hora, vamos lançar mão da ilusão de ótica, aumentando artificialmente a sensação de profundidade e tridimensionalidade do modelo. Esta técnica é antiga, sendo empregada pelos Mestres da Pintura com o nome de Efeito de Luz e Sombra. Em resumo, esta técnica consiste em aplicarmos um tom mais escuro nas regiões côncavas ou profundas de uma pintura e mais luz e claridade nas porções mais proeminentes ou convexas. Se isto funciona em uma tela, que é plana e bi-dimensional, imagine o efeito em uma maquete. Portanto, devemos preparar dois tons diferentes da nossa cor-base, que é o Olive-drab: Um tom mais escuro, "fechado", que obtemos acrescentando preto ao olive-drab (algumas gotas, apenas...) e um tom mais claro e mais vivo.
Dica: Não utilize o branco para clarear o Olive-drab. Não se esqueça que o verde é obtido de uma mistura entre o amarelo e o preto. Se voce acrescentar branco, o verde fica acinzentado. Use a sua cor primária clara para um tom mais claro. Neste caso, o amarelo-claro irá clarear o OD, sem alterar a tonalidade da cor base. Outro dos assim chamados "pequenos-grandes detalhes...". Os tons mais escuros chamaremos de "deep-color". Você aplica o deep-color, com aerógrafo, nas reentrâncias, bases de volumes, como alças, rebites, escotilhas, junções entre peças grandes e etc. veja as fotos abaixo: ![]() Técnica da Sombra e Luz - Deep color Esta pigmentação "diz", para nosso cérebro que ali existe ou um volume que provoca sombra ou uma fenda profunda em que a luz tem dificuldade de penetrar. Todas estas informações são traduzidas, em nossa mente, como sendo VOLUME. É a óptica compensando a escala...![]() Deep-color no deck do Staghound ![]() Deep-color - proa do Staghound Observe que este trabalho deve ser pontual. Não exagere, pois do contrário, voce terá apenas um kit escuro. Repare, na foto abaixo, que os rebites recebem jatos de pigmento individuais, como tiros de pigmento. Não entre no full-automatic ou rajadas. Seja um sniper !!!![]() Deep-color - torreta do Staghound Além de proporcionar uma sensação de tridimensionalidade, a deep-color começa a matizar a cor-base, apresentando à visão variações de cores que também são traduzidas como desgaste da cor. Como ocorre com qualquer veículo militar em uso intenso. Nada mais artificial do que se montar um Carro de Combate como se fosse em um Salão do Automóvel. So falta a presença das modelos curvilíneas apresentando o veículo... Observe as fotos abaixo:![]() ![]() Deep-color - geral. Apenas com esta medida, seu kit já apresenta um aspecto bem melhor. Aspecto este que será realçado com o uso da próxima técnica, em contraste: a luz !!!Agora, trabalharemos ao contrário do que vínhamos fazendo. Vamos dar um tratamento diferenciado às porções planas, convexas e proeminentes do kit. Usaremos o tom mais claro da cor-base, que chamaremos de high-light, ou seja, um tom acima e mais claro da cor-base do veículo. Voce vai aplicar, com aerógrafo, spots ou jatos de tinta do tom mais claro nas áreas citadas, criando um belo efeito de contraste com a deep-color.Veja os exemplos abaixo: ![]() Técnica da Sombra e Luz - High Light O casco apresenta diversas opções de detalhamento por sombra-luz. A sensação final é o de diversas matizes e de tridimensionalidade:![]() Casco - High Light Esta etapa cria aos nossos olhos uma sensação quase concreta de volume, destacando os contornos do veículo de forma bastante real, compensando o efeito escala. Outra sensação que também é transmitida pela técnica é a do uso, com o escuro parecendo tons mais sujos e manipulados. O efeito é realmente convincente. ![]() Casco - detalhes do High Light Cuidado com a torreta. Por ser menor, o uso da high-light deve ser proporcional. Uma área interessante é a convexidade da tampa do porta-trecos posterior da torreta:![]() Torreta - High Light ![]() ![]() Casco em geral - High Light
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Membro Avançado
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Detalhando os detalhes...
Enquanto o casco e a torreta secam suas camadas de pinturas, voce pode ir cuidando dos outros ítens, como as rodas e os escapamentos. O sistema de rodagem já teve seus cubos pintados. Hora de se pintar os pneus. Use tinta cinza-escuro, pois um pneu preto é muito anti-natural. Não complique nesta etapa: use pincel. É mais simples e os efeitos são mais do que satisfatórios. Um pincel chato, de cerdas macias e uma tinta discretamente diluída farão todo o trabalho. Mais uma vez, a capilaridade é a grande aliada, pois ao encostar uma pequena porção da cerda do pincel no aro do cubo, a fluidez da tinta faz o resto... ![]() Pintando pneu com pincel e tinta fluida... ![]() Rodas prontas. Com as rodas pintadas, só falta o escapamento para o detalhamento. e falando em detalhamento, repare nas fotos de época, como os escapamentos eram judiados, nos veículos reais. Nada de superfícies lisas ou bem acabadas. estas peças recebem um calor brutal, que normalmente resulta na perda de sua camada de tinta e, consequentemente, de sua proteção. A oxidação é uma constante destas peças, além dos amassados e danos de combate.Não estrague seu kit pintando o escapamento de seu veículo pura e simplesmente de marrom. Proporcione uma textura oxidada à peça, além de alguns amassados e danos de combate. Neste exemplo, vamos simular textura rugosa e amassados. Os amassados, voce reproduz com limas e brocas, alterando a forma do escapamento. A textura de uma oxidação violenta você consegue agregando à superfície do escapamento uma substância extremamente fina, parecida com areia, que é o Pó de Acrílico de Dentistas. Já tinha usado esta técnica com cola branca, mas os resultados ficam ainda melhores se você utilizar cola líquida. Passe, com pincel, cola líquida nos locais que você pretende simular uma oxidação pesada. Veja as fotos: ![]() Cola líquida e escapamento Não se esqueça que a presença da cola é que vai permitir a aglutinação do pó de acrílico ao plástico. Portanto, só deposite cola onde você for querer uma superfície realmente rugosa e corroída...No nosso exemplo, o silencioso e o escapamento recebem cola. A abraçadeira e o coletor de escapamento, não...Repare o "amassado" feito com lixa, na foto acima: Nesta etapa você tem que agir rápido: após colocar a cola (não exagere...a formação de gotas destrói o detalhamento...), você tem que mergulhar a peça no pó. A cola seca muito rápido...![]() Cola líquida e escapamento - detalhes Agora, mergulhe a peça no pó...![]() Preparando para mergulhar !!!! ![]() Dive !!! Dive !!! Dive !!! Remova o excesso "assoprando" a peça e observe os resultados. Deixe secar bem e, depois, é só pintar... O ideal é se usar uma cor vermelho-óxido, como base. Depois, o escapamento sofrerá os detalhamentos de pintura do resto do modelo...![]() Escapamento com grânulos agregados ![]() Escapamento. Pintura-base com vermelho-óxido Decais - preparação:A aplicação dos decais em um modelo é quase que um coroamento de nosso trabalho. Antigamente, esta era a última etapa pelo qual passava o kit, em sua montagem, mas hoje, a instalação dos decais é considerada uma etapa intermediária. O decal consiste em um filme que se adere na superfície do kit por meio de um adesivo solúvel em água. Quanto mais justaposta for esta união, mais o decal parecerá uma pintura, que é o que o modelista busca representar. Um dos maiores inimigos dos decais (e consequentemente do bom acabamento de um kit...) é um acidente chamado Silvering. Em uma tradução livre, seria o "prateamento" dos decais....Mas o que vem a ser isto ??? O que diabos, é "pratear" um decal??? Quando o decal se deposita em uma superfície, ele pode "reter" uam quantidade de micro-bolhas de ar. Ainda mais se a superfície for fosca ou irregular. A presença destas micro-bolhas promove uma refração dos raios luminosos, incidindo sobre nossos olhos como uma imagem borrada, astigmática, que "embranquece" ou "prateia" a imagem recebida pelo nosso cérebro. Isto é o famigerado Silvering. A melhor forma de se combater este defeito é cpnseguirmos uma superfície a mais lisa e polida possível para receber o decal. A superfície pode até ser irregular, mas deve ser lisa !!! Como a maioria das tintas de modelismo são foscas, se você depositar um decal diretamente sobre a tinta fosca, obrigatoriamente acontecerá o silvering. Temos, portanto, duas opções: ou pintamos nossos kits com tintas brilhantes (como as Acrilex Acrílicas Brilhantes, nacionais...) e depois fosqueamos o modelo ou aplicamos algumas camadas de Verniz Acrílico Brilhante (ou qualquer outra substância que torne a superfície do modelo lisa, como as ceras Future americanas ou Brilho-Fácil nacional...) antes de aplicarmos o decal. Mas uma coisa é imprescindível: o local a ser aplicada a decal deve ser o MAIS LISO POSSÍVEL !!!! No nosso caso, como eu me utilizei de tinta duco fosca como cor base, mais tintas esmalte para a técnica de luz e sombra (foscas), apliquei duas camadas de Verniz Acrílico Brilhante, da Acrilex. Não exagere na concentração do verniz, pois irá se formar uma pelicula viscosa que poderá tirar o detalhamento da superfície de seu kit. É preferível a aplicação de mais camadas finas do que de apenas uma espessa... Aplique em todas as peças do seu kit, pois a superfície lisa é um pré-requisito não só para as decais, mas para a técnica do Wash que se seguirá a esta etapa. ![]() Modelo com duas camadas de Verniz Acrílico Brilhante. Repare o aspecto "molhado".... ![]() Verniz Acrílico Brilhante - lado esquerdo ![]() Verniz Acrílico Brilhante - lado direito e torreta
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Membro Avançado
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Nesta fase, eu já instalei as rodas no Staghound, por uma questão de opção pessoal. Voce poderia instalá-las mais tardiamente ou no final da montagem...As rodas foram reforçadas com pinos feitos de fios de cobre e coladas com cianoacrilato, para promever sua estabilização e reforçadas com epóxi rápido (Araldite Hobby 10 minutos). Espere o verniz estar totalmente seco para a próxima etapa...
![]() Kit em suas próprias patas.... dry-run de torreta ![]() Kit completamente envernizado e seco. Repare no aspecto molhado... Decais - aplicação:A aplicação dos decais pode parecer uma "ciência oculta", um Mistério só dominado pelos Iniciados, mas nada mais é que uma sequência lógica destas etapas: 1- a superfície deve estar lisa, brilhante e secaVamos discutir as etapas, cuidadosa e logicamente. Ao entendermos os processos que envolvem este "Mistério", este mistério não mais existirá.... 1- A superfície deve estar lisa, brilhante e seca: Foi o que foi discutido acima.Ao trabalhar com tinta fosca, torne o acabamento da superfície liso....Só isso...Verniz, Future ou Brilho-Fácil dão conta desta tarefa... 2- O decal deve ser aplicado com paciência e cuidado:Nunca trabalhe sob pressão ou com pressa, nesta fase....Não se esqueça que é esta etapa que vai dar identidade ao seu modelo, na maioria das vezes. É aqui que você vai coroar e concretizar a sua pesquisa histórica... Trabalhe com método, usando materiais limpos e organizados. Pinças, tesouras, água limpa e cotonetes são essenciais. Alguns colegas recomendam a adição de uma a duas gotas de acetona na água que dilui a cola do decal. Já usei e gostei do resultado...O filme fica mais macio (mas também, mais frágil...) 3- O decal deve ser conformado à superfície: Aqui, existe um diferencial importante. Se a superfície for regular e lisa, você não precisa de nenhum outro produto. Aplique o decal, normalmente, removendo as bolhas de ar e o excesso de água com um cotonete ou um pincel macio e chato. Mas se a superfície do kit for irregular ou apresentar sulcos (como a torreta deste Staghound), o uso de um softer é praticamente OBRIGATÓRIO. O softer ou amolecedor de decais é um produto que amolece o filme transparente do decal, permitindo a sua conformação ao modelo. Existem muitas marcas no mercado, portanto pesquise com os colegas para saber a melhor. Eu uso a Micro-sol, como a ilustrada abaixo. O Softer da Gunze também é excelente. O Micro-set, da foto abaixo, é apenas um desengordurante, que pode ser substituído por vinagre de maçã. Ele não amolece o file, sendo o seu uso facultativo. ![]() Após uma ou duas horas, o decal volta a esticar e a se adaptar à superficie do modelo. Pegue um cotonete úmido com água e remova os restos de softer que porventura continuem a existir de sobre a decal e áreas adjacentes. ![]() DETALHE IMPORTANTE: Se você usou Future para "envernizar" o seu kit, NÃO USE SOFTER !!!!! A Future reage com o softer, esbranquiçando e alterando a decal. Se você usou a Future, continue a usar a Future como se fosse um softer para o seu decal (embora ela não amoleça o filme...). Se a superfície que você vai colocar a decal for muito irregular ou sulcada, dê preferência aos softers. ![]() ![]() ![]() ![]() No caso de nosso modelo, após a secagem dos decais por duas horas, aplicamos a camada de selamento, com verniz brilhante. ![]() ![]() Com isto, encerramos esta primeira parte do artigo. Na próxima parte, começaremos com as técnicas de Wash e de EPA, finalizando com o uso de pastéis e de outras técnicas. Até breve !!!! |
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Membro Avançado
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Pintura e Weathering de Veículos Militares Uma revisão de diversas técnicas 2ª parte - técnicas e ferramentas - autor:Marcos Serra (Panzerserra) Continuação:No artigo anterior, o nosso simpático Staghound Mk III estava com sua pintura pronta e com os decais colocados em seus lugares, devidamente selados com verniz brilhante. ![]() Staghound Mk III decalcado e selado com verniz brilhante. Foi discutido o método de camadas de selamento do decal, mas o VERNIZ FÔSCO AINDA NÃO FOI APLICADO, pois o kit PRECISA ESTAR BRILHANTE PARA RECEBER O WASH, como vamos explicar a seguir.Wash - algumas considerações: No campo das caracterizações de um kit, o wash ( ou aguada..) vem se transformando no must dos últimos tempos, pois é uma técnica fácil de ser executada e que dá um volume muito significativo ao modelo, acentuando ainda mais a sensação visual de profundidade das pinturas pela técnica da Luz & Sombra, como descrevemos na Só membros tem acesso aos links:. O wash pode ser interpretado de duas formas, como descreveremos a seguir: 1- Evidenciador de reentrâncias - substitui com vantagens o pré-shading 2- Caracterizador de pinturas - dá um aspecto de pintura escorrida, lavada, ao kit. Wash - como evidenciador de reentrâncias Como o próprio nome diz, nesta técnica o interesse é conseguirmos aplicar mais sombras às porções profundas do modelo, evidenciando ainda mais a sensação de relevo do kit. O método se baseia na diluição de um pigmento de tinta em um solvente não-agressivo a tinta-base ( e ao verniz ou Future...) anterior. Um bom exemplo de solvente não agressivo é a Aguarraz. Pode ser usado sobre o verniz acrílico brilhante ou a Future, sem problemas. A aguarraz dissolve os seguintes pigmentos; tinta á óleo sobre tela, tinta esmalte sintética brilhante ou fosca e betume da Judéia. Se você pintou o seu kit com tinta Acrilex Acrilica Brilhante, pode usar o aguarraz ou mesmo a Tinta Guache, pois seu solvente é a água. Mas um solvente como o aguarraz apresenta resultados mais satisfatórios. Para os que não suportam o cheiro da Aguarraz, já usei também, o Solvente Inodoro da Acrilex com bons resultados. O aguarraz não dissolve tinta acrílica. Se você desejar fazer o wash com tinta acrílica como pigmento, use água ou álcool como diluentes, mas o álcool provoca um ligeiro "embranquecimento" na Future...Cuidado !!! No caso deste artigo, optei em usar como pigmento-base a tinta a óleo de telas, que são extremamente baratas, apresentam ótimos pigmentos, demoram para secar (o que é uma vantagem, pois possibilitam reparos...) e fica extremamente "chique" voce dizer que caracterizou o seu modelo com "oils"...ehehehehehe. Para a técnica, você deve arranjar um recipiente de múltiplas cavidades, como embalagens de remédios, embalagens de ovos de codorna e etc. Isto facilita a manipulação do pigmento e do solvente. Como o modelo é de uma cor que não seja o branco, separe dois pigmentos para o wash de reentrância: o preto e o marrom. Como optei por oils (nooooossaa !), compre Preto e Sombra Queimada. O Amarelo de Napoli, que aparece nas fotos abaixo, é para o Wash como Caracterizador de Pinturas, que veremos mais adiante. Um pincel redondo,macio e de cerdas longas é fundamental. ![]() Material para o wash Deposite uma pequena porção de cada cor ao lado dos containers com aguarraz da respectiva cor. tenha também um "estoque" de aguarraz limpo, ao lado, para remoção de nódoas e limpeza do pincel. Na nossa distribuição de Wash, o Preto representa 70 %, o Marrom 29,5 % e o Amarelo Napoli, 0,5 %. Vamos começar pelo preto. Com o pincel, pegue uma pequena quantidade do pigmento e dissolva no aguarraz, até obter uma solução diluída da cor. esta etapa também pode ser executada com o Betume da Judéia (mas eu prefiro o preto...a cor é mais "fechada"....eu uso o Betume para simular escorridos de óleo e de combustível, no veículo...)![]() Container de tintas e seus conteúdos.... Colete um pouco desta solução de diluente+pigmento com o pincel e encoste as cerdas do pincel na reentrância que você deseja pigmentar. A lisura da superfície e a tensão superficial do solvente farão o resto: a tinta escoa para o seu sítio...![]() Depositando gotas de solução com pigmento. Wash negro Repare que você está depositando uma solução e não uma tinta...O ideal é deixar o escoamento da solução fazer o trabalho...![]() Capilaridade e tensão superficial em ação Às vezes, erramos a mão e colocamos uma quantidade de tinta muito reforçada, manchando o kit com a tinta. Esta mancha chamamos de nódoa. Podemos limpar esta nódoa imediatamente ou mais tarde. Para isto, basta um cotonete ligeiramente umedecido ( e não encharcado...) de aguarraz e uma suave fricção no local manchado. você pode fazer isto também com um pedaço de pano de algodão umedecido em solvente ou um pincel chato, também umedecido....Observe as fotos da remoção de uma nódoa no deck traseiro do carro de combate:![]() Excesso de tinta= nódoa Depois de coletar um pouco de aguarraz limpo com o cotonete, remova o excesso com papel absorvente e ...![]() Cotonete com aguarraz ...esfregue com cuidado o cotonete na área manchada....![]() Preparando para limpar a nódoa... ...a tinta sai da porção mais alta do kit, deixando o pigmento nas reentrâncias. Se você usar a tinta na diluição certa e usar com cuidado, estas manchas serão minoria e facilmente removíveis...Mas para isto, o kit deverá estar totalmente envernizado e seco.![]() Nódoa eliminada !! Observem a lateral esquerda do casco. Envernizado, mas sem o wash. Embora a tinta esteja fazendo um bom efeito de Luz&Sombra, este efeito vai ser muito melhorado com o wash:![]() Staghound sem o wash - lado esquerdo Depois da primeira camada de wash preto, as depressões ficam mais visíveis e marcadas, gerando profundidade na observação.![]() Staghound com wash negro Na foto abaixo, repare que o wash foi depositado, inclusive, nas regiões de "costura" de solda, logo acima e avante da escotilha lateral, que por sua vez, também recebeu o mesmo tratamento...Reparem nos cubos das rodas. Os pneus receberão um wash diferenciado, mais adiante...![]() Staghound - close do wash
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Membro Avançado
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Depositando um wash mais denso na porção do front-glacis do Staghound....Reparem que depositamos a solução na junção pára-lama - front-glacis, assim como nas escotilhas frontais.
![]() Wash pesado Reparem no destaque das placas de blindagem circulares no antigo local da metralhadora de casco....![]() Staghound - front glacis Na porção direita do casco, mais tarde iremos demonstrar a técnica de wash como caracterizador de pinturas. Vejam o lado direito antes da caracterização:![]() Staghound - sem wash - lado direito Reparem que fiz uns escorridos mais intensos a partir das dobradiças da caixa inferior, pois irão servir para a exemplificação da te´cnica. Mais tarde, voltaremos com detalhes a este tema...![]() "Escorridos" nas travas da caixa Tanto o casco como o escapamento receberam o mesmo "banho" de pigmento negro. Reparem como as tiras de fita crepe dos jerry-cans se destacam com o wash ...Mas aqui cometi um erro: as tiras deveriam ter sido pintadas nesta fase, antes do wash preto. Depois desta foto, pintei as tiras com marrom-caramelo e as caracterizei como couro, e refiz o wash preto ao redor das mesmas... Esta foto estará logo mais abaixo, na etapa do wash-óxido. ![]() Staghound - visão traseira Na torreta, o detalhe fica por conta do wash em volta de cada rebite, tendo-se o cuidado do uso do pigmento na quantidade certa para evitar as nódoas e os escorridos excessivos, que mais tarde aumentarão a carga de trabalho do modelista, pela necessidade de sua remoção. Mais uma vez, recomendo a cautela e o trabalho com método. Reparem no wash sobre a estrela do topo da torreta. Eis o porque da necessidade de se decalcar antes de se fazer o wash de um kit.![]() Torreta : reparem limpeza parcial na porção anterior... Na fotografia abaixo, a porção traseira do porta-trecos da torreta evidenciando o wash com um certo "desleixo", com nódoas aparentes....![]() Torreta - porta-trecos de ré - nódoa horizontal. Agora, a mesma região com uma limpeza de cotonete e aguarraz. O importante é se deixar o pigmento nas frestas, mas limpar as nódoas adjacentes...![]() Após limpeza... Na fotografia abaixo, a blindagem frontal da torreta, mostrando inúmeras manchas de wash na periferia de alguns rebites, principalmente nas posições 12:00 e 4:00 horas...(eitcha !). Mas se o seu kit não estiver perfeitamente envernizado, a aparência ficaria bem pior do que a imagem desta torreta, com a impossibilidade da limpeza posterior.![]() Torreta - nódoas intensas... Mesma região, após a limpeza executada com pano de algodão umedecido em aguarraz, com o detalhe de ter sido executada um dia depois... O ganho de qualidade do acabamento é evidente...Observe a foto abaixo e comprove:![]() Torreta após a limpeza... Bom, após a etapa de wash preto completa ( e sua consequente limpeza de manchas e nódoas e secagem por pelo menos 48 hs...), podemos partir para o wash com o marrom ou vermelho-óxido. O objetivo desta etapa é simular a ferrugem que porventura se formaria em retenções que possibilitem o empoçamento de água...Tenha esta imagem em mente, para escolher onde e quanto depositar de wash-óxido. As superfícies planas requerem maior quantidade do que as inclinadas (que apresentam escorridos desta "água"...) e as inclinadas com mais pigmentos que as verticais....As etapas são, essencialmente, as mesmas...Coloque um pouco de pigmento óxido no container de aguarraz e prepare a solução de pigmento:![]() Preparando o wash-óxido Mesmos procedimentos: Coleta do material com pincel, apoiar a ponta das cerdas sobre a reentrância a ser pigmentada e deixar escoar...Vejam os detalhes no casco esquerdo. Reparem que o óxido deve caracterizar também os escorridos, em uma mistura das técnicas entre evidenciador de reentrâncias e caracterizador de pintura. Olhem o detalhe do bocal do jerry-can e dos cubos das rodas:![]() Staghound - wash-óxido - lado esquerdo |
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Membro Avançado
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No lado direito, o escorrido foi mais evidente, para a etapa que se seguirá...Notem que o óxido se sobrepõe ao preto, manchando a chapa da caixa....
![]() Staghound - wash-óxido - lado direito. Reparem nas travas da caixa inferior... Como já foi dito, onde uma suposta água pudesse empoçar, a quantidade de wash-óxido é maior. No upper-deck do Staghound, as depressões dos periscópios é o lugar mais "empoçável" do modelo....Não economize, mas cuidado para não exagerar....Observe os escorridos do front-glacis...Sobre as decais...detalhes...detalhes....![]() Wash-óxido nos periscópios e escorridos no front-glacis Se você estiver montando o kit em partes separadas ( como o modelo exposto: torreta e casco), não esqueça de sempre que completar uma etapa, executar um dry-run, ou uma montagem-seca, para verificar a uniformidade entre os sub-conjuntos. Nada mais desagradável aos olhos do que uma torreta extremamente envelhecida em um casco assim, não tanto. A uniformidade entre os sub-conjunto não deixa de ser um dos pequenos-grandes detalhes que eu vivo citando...![]() Staghound - wash completo - dry-run Na foto abaixo, repare no detalhamento das tiras dos jerry-cans. lembram-se como foi fácil a sua execução e a "vida" que elas dão ao modelo ? E o wash discreto evidencia ainda mais este material diferente (no caso, a simulação do couro...). Observem também que as abraçadeiras que reteem os silenciosos do escapamento são pintadas na cor do veículo, mas apresentam um wash pesado, para simular o "ambiente hostil" que é um escapamento...![]() Staghound - visão de ré - Repare nas fivelas e escapamentos ![]() Staghound - visão anterior em 3/4 Com isto, o veículo já recebeu os dois tipos primários de wash: o preto e o óxido. A partir de agora, faremos o último tipo de wash, que seria o de caracterização de pintura.Wash - como caracterizador de pintura Como o próprio nome diz, este wash não busca apenas evidenciar depressões ou relevos, mas matizar e caracterizar a pintura e seus detalhes "ópticos". Quando você for usar um wash caracterizador, o ideal é se usar um tom mais claro da cor-base ou de seus componentes primários. Neste exemplo, usei o Amarelo de Nápoli, que é um tom mais claro de uma das cores primárias do Olive-drab (preto+amarelo). O objetivo deste wash é dar um aspecto "escorrido", lavado à pintura, simulando uma ação intensa de desgaste através de chuva e neve. Não é preciso dizer que veículos de deserto não devem apresentar esta caracterização ( heheheheh). Esta técnica também é conhecida com o nome de Lavada ou Aguada. Mas vamos à ela. Mesmo procedimento do wash anterior: pequena quantidade de pigmento e um container com aguarraz ao lado. Diluição e obtenção de uma solução pigmentada. ![]() Container com pigmento amarelo pronto... Existem duas formas de aplicação deste wash: em áreas amplas e extensas ( como a porção vertical lateral de um casco de Sherman, por exemplo...), voce pode aplicar com um pincel largo, levemente umedecido nesta solução e "pincelar" no sentido vertical (como uma água de chuva escorrida...) a lateral do seu tanque. Ou, como no exemplo do Staghound, com um pincel fino, usar como detalhe "esbranquiçado" em uma região específica, como um "escorrido". Veja a foto abaixo, nas linguetas de travamento da caixa de trecos:![]() Wash amarelo pronto pára ser esfumaçado... Reparem o óxido nas rodas... Depois de uma hora de secagem inicial (tinta óleo, lembra-se ???), com um pincel chato, macio e seco,você pode dar uma "espanada", sempre no sentido vertical, nesta caracterização que está muito nítida, "esfumaçando" o efeito da pintura e dando um detalhe sutil, sem bordos definidos. Veja a foto abaixo:![]() Caixa inferior com wash amarelo esfumaçado...Escorrido. Como já foi citado, este efeito é realmente muito tênue e sutil, mas faz uma diferença dos Diabos, no resultado final. Meu conselho, agora, é dar uma atenção à esposa e deixar o kit secando, pois a manipulação de um kit com tantas lavadas e washs por óleo, não é muito recomendada, enquanto a tinta estiver muito molhada....Vinte e quatro horas não matam ninguém, nesta fase. O kit não estará totalmente seco, mas você poderá manuseá-lo com mais tranquilidade.Decorrido esta fase de pré-secagem, só falta agora o wash dos pneus, que não deixa de ser o de Evidenciador de Reentrâncias: uso de tons terrosos ou arenosos para simular terra e/ou barro nas reentrâncias dos pneus. Observe abaixo. Mesma técnica e mesmos procedimentos.... ![]() Container com cor de terra ![]() Pneu envernizado... ![]() Staghound - Pneus com wash "terroso"... Com os pneus pigmentados e "washados", é hora de selar o kit por completo, dando uma demão de verniz fosco no bichão, para acabar com este aspecto de "gato-molhado" que ele tem até agora. Um detalhe: você deve ter reparado que as sucessivas camadas de wash e de efeito Luz&Sombra podem ter deixado o seu kit meio "chamativo", com contrastes muito nítidos. Sossegue....O verniz fôsco dá uma "equalizada" legal na refração da luz que chega até os seus olhos, simulando um efeito suavizante e clareador à todas as etapas antes executadas. O bichão vai ficar com um aspecto mais militar, mais "...de uso intenso", que é o que você quer. Nesta etapa, eu uso o Verniz Fôsco da Acrilex em spray, pois já tive alguns acidentes com vernizes diluidos para aerógrafo em que o verniz salpicou o kit todo com manchas brancas e arruinou todo um trabalho bem feito. Hoje, por preguiça, uso este spray....é sensacional e à prova de erros. É só não demorar muito com o dedo na válvula. Ele seca aos poucos e o aspecto inicial brilhante vai sendo substituido por um agradável e honesto fosqueamento.![]() Staghound na Câmara de Pintura - Fosquear !!!!
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Membro Avançado
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![]() Spray Acrilex Verniz Fosco E, finalmente, eis o aspecto final de seu kit, com todas as técnicas acima descritas e fosqueado. Podemos considerá-lo pronto ???NÃÃÃÃÃÃÕOOOO Ainda muita água falta correr debaixo da ponte. Nas próximas etapas serão o dry-brush, o chipping, o EPA e o uso de pastéis....![]() Staghound - fosqueado e seco. Pronto para as próximas etapas
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