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| Lada Niva Lada Niva
Descrição: Dicas para quem pensa em adquirir um Niva, perguntas frequentes
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Visitas: 13688 - Respostas: 377
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#265 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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Visão marxista da historiografia. É uma das correntes de pensamento. Segundo esta corrente, a História só existirá a partir da "vitória da revolução", pois dentro do sistema capitalista só existe a história dos vencedores. (irreal, mas, é uma escola de pensamento muito popular, por incrível que pareça!)
Me mostre apenas um fato histórico narrado com isenção, com imparcialidade. Por exemplo, da vida de D. Pedro I. O "proclamador" da indepêndência do Reino das Bananas. Estudei em Portugal e esse trecho da História é contado de forma muito diversa do que é ensinado aqui. Obviamente o vencedor tem mais espaço para tentar impor ou empurrar a sua versão sobre os fatos (versão sobre fatos não é História, é jornalismo - História não tem versão). No entanto, na História não existe o vacilo diante das provas, pois as próprias provas elucidam as ocorrências. Thiago, essa é uma visão simplória. Não condiz com a realidade. As provas, os fatos, a realidade são interpretados de acordo com o interesse de cada um. O fato: roubaram o som de um carro dentro da garagem de um edifício. O síndico e a maioria dos condônimos vai cair de pau em cima do porteiro que não viu o fato acontecer. Quem é o culpado, o porteiro ou o ladrão (supondo que são pessoas diferentes)? O que vai ficar "registrado" na história do edifício? O Mesmo diferencia um leitor de uma pessoa esclarecida. O Leitor crê em uma fonte que lhe inspira confiança e credibilidade. O Esclarecido tenta extrair de diversas fontes a sua visão sobre determinado assunto. Ressalto: isso não é História. Você chegou onde eu queria: "O Esclarecido tenta extrair de diversas fontes a sua visão sobre determinado assunto". Eu já acho que o esclarecido (historiador) tem que extrair de diversas fontes outras visões sobre determinado assunto, de forma imparcial, ponderar e buscar a verdadeira, mas o ser humano é imperfeito. Cada um vê diante de si o que quer. Ao se deparar com um monte de bosta de vaca, o cara da cidade vê merda, o agricultor vê adubo. Isso não foi imposto. Os indícios, materiais, e toda sorte de estudos científicos estão aí, a nossa disposição na internet e nos bancos de dados de centenas de universidades. Eles vão te mostrar como funcionava a sociedade dos "bárbaros" e de outros povos subjulgados pelo poderio do Império Romano. A Questão é simples: nós estudamos nos bancos escolares a História Ocidental. Não temos embasamento e nem tempo para estudar a História dos povos orientais, por exemplo. Avançadíssimos se comparados aos ocidentais nos mesmos períodos. Aliás, não existe sequer espaço na grade escolar/acadêmica para se aprofundar mais, aí entram as pós-graduações e especializações em determinados segmentos da História. Porém, reitero: o que está querendo transmitir é a visão Marxista sobre a História. A História não está presa a nenhuma ditadura, nem a nenhuma censura. Está a disposição de quem quiser estudá-la, e muita coisa foi, está sendo e será estudada ainda, e está a disposição de quem se prestar a pesquisar sobre o assunto. Apenas para quem tem acesso a essas informações. Você fala de graduações, pós-graduações e especializações, a pesquisadores e estudiosos. Eu me refiro aos bancos escolares. Me refiro ao que empurraram pela nossa goela abaixo em um tempo que não havia internet ou bancos de dados. Onde o ensino vinha dos livros e neles escreviam o que queriam que lêssemos. Os que não eram para ser lido eram trancados. Não me refiro a ditaduras militares, a religiões, a marxistas ou seja qual fosse o orientação política. Refiro-me a momentos da humanidade onde prevalecia este ou aquele pensamento. Voltando ao início deste debate, a História não é binária. Os fatos históricos podem ser (aconteceu ou não), mas a interpretação deles varia de acordo com a interpretação de cada um, onde cada qual vê o que consegue, pode ou quer enxergar. Não existe ponto de vista na História. Essa é a questão. A Partir do momento em que o pesquisador se coloca a frente da História, a sua tese cai por terra em pouco tempo. Não existe riqueza histórica comparativa. A "Riqueza" está na existência, no tempo e no espaço, e há interesse por (acredite) qualquer tema ou povo. Sinceramente, você acha que na prática é assim que funciona (não me refiro ao que você acredita)? Se a resposta for sim, lamento lhe dizer que você, algum dia na sua vida, sentirá profunda decepção. ![]() ![]() ![]() Pena que aqui no fórum não rola uma cervejinha para "molhar a palavra". ![]() ---------- Post adicionado ás 20:05 ---------- Post anterior foi ás 19:59 ---------- Mas, tens razão, guri. Vamos beber mais e falar de mulher... AI... calma, dona Ceiça, quero dizer, de NIVAs. ![]() |
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#266 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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Esta discussão não vai levar a nada, mas é legal.
A História é "contada" de acordo com os interesses da classe dominante. Ou seja, conta o que lhe convém, da forma como lhe convém. Os historiadores também interpretam os tais "fragmentos" de acordo com a sua cultura, visão e interesses, de forma consciente ou não. Tenho um excelente texto que ilustra isso, mas além de estar em papel, já está guardado para a mudança. Mas, vamos tomar um episódio da história recente: O ataque japonês à Pearl Habor. Esqueçamos por um momento o que ouvimos na escola, quem é a vítima e quem é o agressor, quem está certo e quem está errado. Nos atenhamos apenas ao fato: Uma força militar japonesa atacou uma base naval americana. Aconteceu assim e ponto final. Sabemos qual é a visão dos americanos, pois foi a que aprendemos na escola: um ataque vil, sorrateiro, covarde, injustificado, blá-blá, blá-blá-blá. E qual a visão do povo japonês para o mesmo fato? Como esse episódio é ensinado hoje nas escolas do Japão? Vamos viajar no tempo até o Império Romano, aos nobres césares, imperadores do mundo, pois o resto eram bárbaros. Bárbaros, ou seja, sem civilização (não pertenciam ao império ou civilização romana), selvagem (quem eram os selvagens afinal, no Coliseu, p.ex.?), rudes e incultos. Isso é o que nos foi imposto pela classe dominante (na época) que pariu a nossa civilização atual. Mas, quem quiser pesquisar a história de forma imparcial verá que aqueles povos eram tão ou mais ricos a nível de cultura, ciência, religião e até mesmo financeiro que os "civilizados" romanos. Aí veremos que os bárbaros eram "bárbaros" (=bacanas). Mas, a humanidade nunca se preocupou em contar a história (ponto de vista) dos perdedores. Quem conta a história, sempre, são os ganhadores. Seja uma partida de futebol (quem é que narra o fracasso de seu time?), o desempenho sexual (alguém descreve com detalhes a sua broxada?), ou a história da humanidade (alguém já ouviu falar de um papiro contando a derrocada dos faraós?). Mas, a história é uma só, o que muda é o ponto de vista. Sobre Pearl Harbour, há uma teoria (olha ela aí de novo!) que os governo americano estava sabendo do iminente ataque dos japoneses ao seu porto e decidiu permitir o mesmo, para caracterizar um ato de traição. Isto implicaria em a sua imediata entrada na guerra, ato desejado pelo governo porém indesejado, até aquele momento, por grande parte da população americana, escaldada pela primeira guerra e ainda se recuperando da Grande Depressão de 1929. Pouco antes do ataque, teria sido retirada de Pearl Harbour uma significativa parte de sua frota, justamente a mais moderna, deixando lá equipamentos mais antigos e eventualmente obsoletos. Embora soe como implausível, esta teoria não é absurda, ainda mais se nos lembrarmos das recentes invasões para "procurar armas atômicas", armas estas jamais encontradas. A linha de raciocínio é a mesma, ou seja, obter um pretexto para um ato de guerra. |
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| Os Seguintes 2 Usuários Agradeceram Girti por este Post: | FUYNHA (20/01/12), Paulo Derlam (27/01/12) |
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#268 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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Citação:
Me mostre apenas um fato histórico narrado com isenção, com imparcialidade.
Por exemplo, da vida de D. Pedro I. O "proclamador" da indepêndência do Reino das Bananas. Estudei em Portugal e esse trecho da História é contado de forma muito diversa do que é ensinado aqui Depois disso, após o relaxamento da ditadura, passamos por um período de desconstrução exagerada da História do Brasil, que se prestou a condenar os antes cultuados "heróis" excessivamente, dando a eles a imagem ou de assassinos, ou de meros "bananas". É Impossível negar a importância de Pedro I (Pedro IV para os portugueses) no nosso processo de independência, aliás, TIVEMOS SIM uma guerra da independência que matou vários brasileiros e portugueses. O Senso comum na História do Brasil (que você está pregando, inclusive) é que Pedro I era um oportunista, D.João VI um banana e por aí vai. Pedro I, graças ao pulso firme durante a elaboração de nossa primeira constituição, conseguiu manter o Brasil como um país uno, sufocando revoltas e promovendo as bases do nosso federalismo (destruído por Vargas), além de ter construído a idéia de uma administração centralizada. Sua influência teve papel decisivo no nosso processo de independência. E por favor, não me venha com aquele mito sobre pressões inglesas! Isso é uma BALELA absurda! A Inglaterra ao contrário do que dizem, não tinha interesse algum em nossa independência. D.João VI criou realmente a estrutura que pôde nos dar a independência anos mais tarde. Foi ele quem tirou o Rio de Janeiro da condição de mero arraial pobre para transformá-lo, mesmo com suas limitações, na capital de um Reino Unido, o que deu estrutura à colônia, que antes disso não dispunha de nada. Foi com a vinda da família real portuguesa que conseguimos pela primeira vez gozar de privilégios que nunca tínhamos experimentado antes. Tentar nos rebaixar da condição alcançada foi o motor do nosso processo de independência. Além disso, D.João VI, mesmo sendo um homem extremamente vacilante, tinha as suas qualidades administrativas - pois se cercou das melhores cabeças pensantes de Portugal durante seu reinado, e claro, é sempre válido lembrar, foi o ÚNICO monarca europeu que conseguiu derrotar Napoleão. A Cobiça e a ambição francesa frearam depois que generais como Junot encontraram a resistência portuguesa, e a fuga da família real (que alguns entendem como covardia, mas que já era pensada e estudada desde o Século XVIII). Mesmo longe do ideal, o ensino da História evoluiu muito, a Historiografia também, principalmente por estarmos num estágio científico muito mais maduro. Citação:
Thiago, essa é uma visão simplória. Não condiz com a realidade. As provas, os fatos, a realidade são interpretados de acordo com o interesse de cada um.
O fato: roubaram o som de um carro dentro da garagem de um edifício. O síndico e a maioria dos condônimos vai cair de pau em cima do porteiro que não viu o fato acontecer. Quem é o culpado, o porteiro ou o ladrão (supondo que são pessoas diferentes)? O que vai ficar "registrado" na história do edifício? Citação:
Você chegou onde eu queria: "O Esclarecido tenta extrair de diversas fontes a sua visão sobre determinado assunto". Eu já acho que o esclarecido (historiador) tem que extrair de diversas fontes outras visões sobre determinado assunto, de forma imparcial, ponderar e buscar a verdadeira, mas o ser humano é imperfeito. Cada um vê diante de si o que quer.
Ao se deparar com um monte de bosta de vaca, o cara da cidade vê merda, o agricultor vê adubo. Citação:
Apenas para quem tem acesso a essas informações.
Você fala de graduações, pós-graduações e especializações, a pesquisadores e estudiosos. Eu me refiro aos bancos escolares. Me refiro ao que empurraram pela nossa goela abaixo em um tempo que não havia internet ou bancos de dados. Onde o ensino vinha dos livros e neles escreviam o que queriam que lêssemos. Os que não eram para ser lido eram trancados. Não me refiro a ditaduras militares, a religiões, a marxistas ou seja qual fosse o orientação política. Refiro-me a momentos da humanidade onde prevalecia este ou aquele pensamento. Voltando ao início deste debate, a História não é binária. Os fatos históricos podem ser (aconteceu ou não), mas a interpretação deles varia de acordo com a interpretação de cada um, onde cada qual vê o que consegue, pode ou quer enxergar. Citação:
Sinceramente, você acha que na prática é assim que funciona (não me refiro ao que você acredita)?
Se a resposta for sim, lamento lhe dizer que você, algum dia na sua vida, sentirá profunda decepção. E Espero um dia te encontrar num bar da Chapada Diamantina pra gente prolongar a conversa com a companhia de várias ampolas! ![]()
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#272 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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Pois é, ai dos vencidos...
Sobre Pearl Harbour, há uma teoria (olha ela aí de novo!) que os governo americano estava sabendo do iminente ataque dos japoneses ao seu porto e decidiu permitir o mesmo, para caracterizar um ato de traição. Isto implicaria em a sua imediata entrada na guerra, ato desejado pelo governo porém indesejado, até aquele momento, por grande parte da população americana, escaldada pela primeira guerra e ainda se recuperando da Grande Depressão de 1929. Pouco antes do ataque, teria sido retirada de Pearl Harbour uma significativa parte de sua frota, justamente a mais moderna, deixando lá equipamentos mais antigos e eventualmente obsoletos. Embora soe como implausível, esta teoria não é absurda, ainda mais se nos lembrarmos das recentes invasões para "procurar armas atômicas", armas estas jamais encontradas. A linha de raciocínio é a mesma, ou seja, obter um pretexto para um ato de guerra. |
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Danilo Petter
Niva 93 - "Barulhento" |
| O Seguinte Usuário Agradeceu Petter por este Post: | Girti |
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