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Visitas: 1118 - Respostas: 25
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#25 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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Dessa maneira, com muito sacrificio e gasto de dinheiro suado, pouco a pouco fomos recuperando tudo, corrigindo, ajustando, errando e fazendo de novo, pedindo opiniões dos mecânicos da cidade, ajuda e intervenção quando não conseguiamos resolver, mas tudo foi se ajustando, se combinando, motor retificado, demais sistemas montados, lubrificados e prontos.
Eu me deitava pra dormir e sonhava, com o jipe funcionando, passeando nele todo orgulhoso, mostrando prá todo mundo que aquele era um jipe especial, muito diferente de todos os outros, melhor e mais bonito, porque eu havia suado e cansado, trabalhando nele todo esse tempo, e ele era meu, eu conhecia cada pequeno detalhe da sua mecânica, sabia como tudo tinha sido feito, e então ferrava no sono, satisfeito. A pintura, ultima providência, foi feita na cor branca, preferência do meu pai, que eu estranhei, porque nunca tinha visto jipe, 51 ainda, nessa cor de fusca, mas que depois de pronto, ficou bonito que só; brilhava muito, porque a tinta era sintética que se usava na época, demorava pra secar, mas não precisava de polimento posterior como hoje. Então, chegou o grande dia, tudo pronto, até capota nova da " pissoletro", um fabricante especializado em capotas para jipes, estilo esporte, que abria nas laterais todas, ficando apenas a cobertura principal; por via das dúvidas, o mecânico Orivaldo foi chamado prá ensinar novamente o motor a funcionar; chave ligada, partida dada, aquele "nhemnhemnhem" típico, uns pipocos e o motor pegou, a principio soluçando um pouco de preguiça, mas depois, com pequeno ajuste no tempo do distribuidor e uma pequena regulagem no carburador, queimou redondinho, redondinho. Meu velho não cabia na própria alegria, eu pinotava que nem cachorro no açougue, que fica doido de ver tanta carne junta. E lá fomos nós testar a maquina, que depois de alguns dias mais de pequenos ajustes, ficou realmente uma beleza. (depois tem mais) |
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oskrmarinho
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#26 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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E veio então o tempo de desfrute, jipe funcionando "igual um relógio" como dizia meu pai que era relojoeiro, daqueles que realmente consertavam relógios, desde os mais simples até os automáticos e cronômetros tocados à mola, dificílimos de acertar os mecanismos; então, pequenas viagens para as fazendas da região, ora fretado, ora no lazer, mas sempre, muito divertido, passando por estradas de barro vermelho, pontes de madeira, buracos e chuva, muita chuva, como chovia no Norte do Paraná, aos borbotões, deixando as estradinhas intransitáveis para quase todos os veiculos que não fossem 4X4 e conduzidos com habilidade; nessas horas, valiam os conhecimentos adquiridos nessas estradas; como tratar a embreagem, o acelerador, a caixa de marchas e a redução/tração, tudo com suavidade, sem trancos, com carinho; não adiantava acelerar demais, pois se perdia tração, afundavam-se as rodas no barro e os eixos ficavam presos, com as rodas em falso e então, adeus, era jipe atolado mesmo; mas a gente aprendia a distinguir onde o terreno era mais firme, onde era necessário passar com mais rapidez, onde era preciso mais suavidade; nesse tempo, mesmo sendo o off-road uma presença diária em nossas vidas, nem se sonhava que isso se tornaria no futuro uma opção de divertimento, como hoje.
E assim foi durante algum tempo, até que um rico fazendeiro da região pôs seus olhos no jipinho, mesmo possuindo um novo, seis cilindros. Aí, é história prá contar depois. |
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oskrmarinho
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