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Descrição: Impala mineiro passou mais de 40 anos numa garagem
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Visitas: 312 - Respostas: 1
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#1 (permalink) | ||||||||||||||
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Membro
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Pessoal vejam a reportagem no globo de onde retirei a notícia.
ITUIUTABA (MG) - A lenda circula pela internet: um mineiro teria comprado um Chevrolet Impala 0km para impressionar uma moça, mas, esnobado, ficou desgostoso e deixou o carrão trancado desde a década de 60. Segundo o boato, o Impala foi retirado recentemente da garagem e a herdeira do proprietário original teria se recusado a vendê-lo por valores entre R$ 80 mil e R$ 100 mil. Resolvemos fuçar para ver o que havia de verdade no causo virtual. Começamos pela lista telefônica da cidade de Ituiutaba, no Triângulo Mineiro, a 685 quilômetros de Belo Horizonte. Algum entre seus 96.122 habitantes haveria de nos ajudar. Só membros tem acesso aos links: Logo na primeira chamada, uma indicação. Na segunda, a sorte grande: no outro lado da linha estava uma das personagens desta história. É a única filha de Hélio Alves Guimarães, o dono original do Impala. Mineiramente reservada e muito assustada com a fama que o Impala ganhou nas últimas semanas, ela vai revelando a história do pai. Mas com uma condição: - Por favor, não põe o meu nome no jornal. Doravante, vamos chamá-la de "a filha de seu Hélio". A filha confirma: é (quase) tudo verdade Já no começo do papo, ela confirma parte da história: - Realmente o carro ficou trancado por mais de 40 anos, mas não sei se tem essa coisa de paixão no meio. Acho que não foi por causa disso. E vai contando a vida do pai, nascido em 1921: - Era um sujeito muito correto, trabalhador e inteligente. Pobre, estudou sozinho. Fundou a Rádio Platina, aqui na cidade - afirma. Comprado em 1964 Fato é que, em 1964, já quarentão, seu Hélio era um comerciante bem-sucedido o suficiente para comprar um Chevrolet Impala hardtop cupê, novinho em folha. O carrão americano veio da concessionária Jorlan, em Goiânia (Ituiutaba é na divisa com Goiás). Vermelho luzente, fazia uma vista danada. Sob o capô, porém, um modesto motor 230 (3,8 litros) de seis cilindros e 140cv brutos, em vez do potente V8 mais usado pelos Impala nos EUA. O câmbio? Manual de três marchas, com alavanca na coluna. Na época, o Brasil restringia o valor máximo para a importação de carros, daí tal simplicidade mecânica. - Lembro de ter dado apenas uma voltinha nesse carro, com minha mãe, quando eu tinha uns seis ou sete anos - lembra a filha de seu Hélio. Fazendo as contas, concluímos que este passeio aconteceu em 1964 ou 1965. Depois disso, o abastado comerciante sumiu com o carro. - O que ele gostava mesmo era andar de Simca e de Fusca - explica. Os Fusquinhas eram os carros de uso mais práticos no dia a dia e o Impala ficou hibernando numa estreita garagem, colada no quarto onde dormia seu Hélio. - Meu pai nunca teve o hábito de vender os carros, que ficavam encostados até acabar - diz. Cápsula do tempo: um Impala com 34.499km Em julho passado, aos 88 anos, seu Hélio teve uma pneumonia e faleceu. A filha começou a reformar os imóveis do espólio e não pensava em mexer tão cedo no carro, com os quatro pneus ancorados no chão. Há duas semanas, porém, o pedreiro deu o aviso: o forro da garagem, roído de cupins, estava para desabar. O Impala teve que sair da toca. - Foi preciso desemperrar a porta da garagem e chamar um reboque - conta. No posto, após a retirada da grossa poeira, a surpresa: o Impala estava perfeito e com apenas 34.499km rodados. Parece uma capsula do tempo. Tem os decalques da concessionária, os selos originais do motor, a forração íntegra, os cromados brilhantes, o extintor antigo e até as placas do tipo usado antes de 1971. Absolutamente lisa, a lataria nunca viu um lanterneiro e tem pintura de fábrica. O motor ainda será posto para funcionar por um mecânico. Já os pneus foram enchidos mas logo esvaziaram. E o que fazer com essa preciosidade jamais reformada? - Por enquanto, não quero fazer nada. A morte do meu pai ainda é muito recente - afirma a filha, que, mineiramente, já entocou o Impala em outra garagem. JORNAL O GLOBO 14/04/2010 Última edição por CAMPISTA : 28/04/10 às 16:21. Motivo: Somente foram os caminhos das fotos. |
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procurando uma viatura
![]() UM ABRAÇO AOS NOVOS AMIGOS CAMPISTA |
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#2 (permalink) |
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Membro
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Um carro desses jamais deveria ser vendido pelos herdeiros e sim, ficar de geração em geração pois dinheiro nenhum pagará o valor sentimental de uma máquina dessas, penso que em último caso deveria ser doado a algum museu, valeu pelo post, meus parabéns.
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Dom Giovani Moralles
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